ABOUT ME
Todo dia eu penso: podia sentir menos e menos e menos. Mas não adianta, tudo me atinge, me abala, afeta, arrebata, maltrata, alegra, violenta, de uma forma absurda e intensa. Nasci pra ser intensa e dramática. Nunca sei direito se a vida me fez assim, as situações me fizeram com que eu me tornasse assim, não sei, não sei. A última e única coisa que eu lembro é sentir. Eu sinto o sentir. Sei que parece papo de louco, mas é verdade, é real, eu sinto demais. A realidade me consome. Mas me consome e-xa-ge-ra-da-men-te. A vida maltrata quem sente demais. Quem sente demais acaba sofrendo mais que a maioria das pessoas. Tudo importa, tudo é exagerado, tudo é sentido de corpo e alma. Alma, principalmente.As pessoas vão achar que sabem mais sobre mim, sobre a minha pessoa, sobre meus sentimentos, do que eu mesma. Mas na realidade, ninguém conhece perfeitamente o que se passa dentro de mim, dentro do meu coração. Ninguém sabe o que eu passei e aguentei para chegar até o topo, sozinha.
Ninguém sabe a força que eu fiz para ter que sorrir quando os meus olhos estão transbordando lágrimas. Ninguém sabe o quanto o meu “Eu te amo” pode ser sincero. A verdade, é que as pessoas podem até achar que sabem sobremim, mas ninguém é capaz de definir os meus sentimentos, as vezes, nem eu mesma. Talvez eu seja mesmo estranha. Complicada. Diferente. Exatamente como muitos já me disseram. Eu gosto de ver gente, gosto de conhecer, de conversar e gosto de estar sozinha, vivendo apenas comigo. Na maioria dos dias, gosto de ficar na janela observando o tempo, o céu, as estrelas, a lua e as luzem se acendendo e apagando nos prédios vizinhos. Gosto de respirar aquele ar da noite e me imaginar ao lado dele. Eu faço planos, crio histórias, diálogos, frases… Tudo pensando em nós. E, quase sempre, deixo escapar um sorriso por saber que compartilhamos o mesmo céu, as mesmas estrelas e a lua.